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Visita de Estudo ao ABM – Arquivo e Biblioteca da Madeira

1Na manhã da passada quarta-feira, dia 28 de fevereiro, os formandos do 12º 9 – Curso de Técnico Comercial (CEF6), no âmbito da disciplina de Gestão Administrativa e Comercial, realizaram uma visita de estudo ao ABM – Arquivo e Biblioteca da Madeira.
Os formandos da turma foram acompanhados pelo respetivo formador da disciplina, Nuno Gonçalves, e orientados na visita interna pela docente Marcela Costa, membro do Serviço Educativo e Extensão Cultural do Arquivo Regional e Biblioteca Pública da Madeira. A visita permitiu conhecer as áreas técnicas e a Sala de Leitura do Arquivo e Reservados.

 

 

A visita iniciou-se com uma pequena palestra no auditório do edifício, na qual foi explicado o conceito de arquivo, sua importância e funções, bem como uma apresentação de vários tipos de documentos históricos que existem no arquivo regional, como por exemplo, coleções de jornais, certidões de nascimento/batismo/casamento/óbito, processos judiciais/tributários, registos de processos de emigração, entre outros.

De seguida, o grupo foi guiado até às entranhas do edifício, onde se encontram as áreas técnicas do Arquivo, locais inacessíveis e desconhecidos da maioria dos cidadãos, e mesmo dos leitores, mas de uma extrema importância no contexto da preservação, restauração e disponibilização do nosso património cultural. Segundo a responsável pela visita guiada, a preocupação com a preservação da documentação constitui, assim, um dos pilares principais dos arquivos desde o início da sua criação.
Assim, no piso -1, foi possível observar in loco, o tipo de operações efetuadas no cais de descarga onde são descarregados os documentos vindos do exterior, assim como nas áreas de higienização e desinfeção, com procedimentos de intervenção mínima, limpeza superficial, remoção de elementos aceleradores de danos (linhas, fitas, agrafos, clipes e outros materiais oxidantes) e utilização de equipamento de expurgo por anoxia para a eliminação/mitigação de pragas (fungos, traças, térmitas, peixinhos-de-prata, baratas, caruncho, etc.). A ameaça que estes insetos - os bibliófagos - representam para os livros, manuscritos, fotografias e mapas é uma realidade bem presente. Além deste controlo à entrada, o Arquivo tem implementado eficazmente um programa de controlo de pragas, com atividades de vigilância, controlo das condições ambientais e aferição periódica dos mesmos.
Já no piso superior, foram visitadas outras salas de trabalho onde foi possível visualizar o trabalho de catalogação, conservação e limpeza de documentos, fotografias e negativos, sendo que nestes últimos, alguns, os mais antigos, são de vidro. Na sala do acondicionamento, uma das ações mais importantes na preservação dos documentos, observou-se os diversos tipos empregues, com recurso às caixas em cartão acid-free, capas, capilhas, caixas desmontáveis, envelopes, pastas, invólucros em melinex (película de poliéster transparente), passe-partout (para desenhos, gravuras, exposições), berços (para exposições de livros), rolo (para peças muito grandes), estampas, assim como, nalguns casos, em caixas feitas por medida. Foi realçado que as caixas de acid-free são as unidades de instalação mais apropriadas para acondicionar documentos de arquivos porque permitem manter o estado de conservação dos livros, maços e documentos antigos, protegendo-os de fatores exteriores de degradação, como a deposição de poeiras e sujidade, luminosidade, variações bruscas na temperatura e humidade relativa, contribuindo desta forma para preservar os acervos documentais acondicionados.
A ação de preservação por substituição, tal como a microfilmagem e a digitalização, foi também tema de discussão e apresentação por parte dos colaboradores afetos a esta função, destacando-se o grande volume de material já processado, uma preocupação central na preservação do património documental e naturalmente à memória cultural da sociedade. Nesta ótica, abordou-se igualmente, a existência da plataforma integrada de pesquisa de arquivos e bibliotecas, a “TRAVESSA”, disponível na página institucional da DRABM e que permite um melhor acesso a todo o trabalho efetuado por esta instituição, permitindo, num mesmo recurso de pesquisa, cobrir catálogos e bases de dados sobre arquivos e bibliotecas que, no total, compreendem cerca de 1,5 milhões de registos descritivos e mais de 3 milhões de ficheiros digitais. Salientou-se, igualmente, o facto de, apesar de a informação tender a possuir cada vez mais um formato digital, os Arquivos terem de continuar a cumprir a sua missão de preservação da memória coletiva e institucional. Mas neste caso já não é o suporte mas sim a informação (conteúdo) que deve ser preservada e mantida de forma autêntica, fidedigna, íntegra, inteligível e acessível a longo prazo.
Por fim, a visita terminou com uma ida à Sala de Leitura do Arquivo e Reservados onde é possível a consulta de arquivos e coleções consideradas de caráter reservado, pelo seu valor e importância patrimoniais (livros raros, primeiras edições, documentos em mau estado de conservação, coleções iconográficas). A Sala possui uma coleção de obras de referência em livre acesso e o leitor pode ainda requisitar qualquer espécie bibliográfica que se encontre em depósito. A consulta de toda a demais documentação carece de requisição, feita no balcão de atendimento. Foi também possível observar o manuseamento do instrumento de leitura dos microfilmes (leitor).
A manhã já estava a findar e, após um agradecimento especial dado à docente Marcela Costa e restantes elementos da equipa do Serviço Educativo desta instituição, o grupo juntou-se para a sempre apetecível e memorável fotografia da praxe.
Esta visita proporcionou uma consolidação e compreensão mais profundas de conteúdos associados à disciplina referenciada, evidenciando a aplicação prática dos conceitos teóricos associados ao Arquivo, designadamente sobre processos de preservação, restauração, catalogação, acondicionamento e armazenamento, num ambiente institucional real e dinâmico, alargando, por outro lado, o horizonte cultural dos formandos, proporcionando-lhes um dia diferente e promovendo o salutar convívio e espírito de companheirismo entre todos.

Autor: Turma 12.º9

 

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